As blitzes da Lei Seca poderão contar com uma nova ferramenta para identificar motoristas que estejam sob efeito de drogas. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamentou, em agosto, o uso de equipamentos capazes de detectar substâncias psicoativas durante as fiscalizações de trânsito em todo o país.
Conhecido como “drogômetro”, o equipamento pode utilizar amostras de saliva para identificar a presença de diferentes substâncias psicoativas. Entre elas estão a cannabis, cocaína, anfetaminas, metanfetamina, MDMA, opioides e outras drogas. O resultado é qualitativo, ou seja, indica a presença da substância, sem apontar a quantidade consumida.
Apesar da regulamentação, a tecnologia ainda não significa que todas as blitzes passarão a utilizar o equipamento imediatamente. Para serem empregados na fiscalização, os aparelhos precisam ser certificados dentro do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade, por organismo acreditado pelo Inmetro. A adoção também depende da disponibilidade e da estrutura de cada órgão de trânsito.
Outra mudança prevista pela nova regulamentação é que um resultado positivo no drogômetro, isoladamente, não será suficiente para caracterizar a infração. A fiscalização também deverá considerar sinais de alteração da capacidade psicomotora do condutor. O agente deverá registar pelo menos dois sinais que indiquem essa alteração.
A regulamentação mantém o bafômetro como principal instrumento para a fiscalização do consumo de álcool. A novidade é a possibilidade de ampliar a abordagem para outras substâncias que possam comprometer a capacidade de condução.
No Amazonas, o Detran-AM mantém a Lei Seca entre as ações de fiscalização e educação para o trânsito. Até o momento, não há informação oficial de que o órgão já tenha iniciado o uso contínuo do drogômetro nas blitzes do Estado.
