A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (24/9), a Operação Combustão, com o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral. Entre os locais onde houve diligências está a sede da Associação Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam), em Manaus. A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 17 milhões em bens e valores.
Apesar de a ação ocorrer em plena campanha eleitoral de 2026, a própria Polícia Federal esclarece que os fatos investigados estão relacionados às eleições de 2022. O comunicado oficial da corporação não cita o governador Roberto Cidade nem atribui a operação à atual gestão estadual. A apuração envolve um suposto esquema de utilização de recursos provenientes de contratos firmados pela Aadesam, seguido da circulação de valores entre pessoas físicas e jurídicas vinculadas aos fatos investigados.
Documentos e registros daquele período apontam José Nilmar Alves de Oliveira, candidato a deputado federal em 2022, como presidente da Aadesam anteriormente. A saída dele da presidência da entidade foi formalizada em março de 2022, meses antes daquela eleição.
Segundo a PF, são investigadas possíveis práticas de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral, entre outros delitos que poderão ser identificados durante a apuração. A operação está em andamento e a eventual responsabilidade de cada investigado ainda deverá ser individualizada.
