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Insegurança no Parque 10: praça abandonada virou ponto de venda para drogas e lixeira a céu aberto

Comunidade afirma que espaço público na Rua Vereador Manuel Marçal sofre com falta de manutenção, descarte irregular de lixo e presença de usuários de drogas

Escrito por Micaele Souza
4 de agosto de 2026
Praça abandonada preocupa moradores com mato alto, lixo e insegurança no Parque 10 - Foto: Weber Breno/ DC

Moradores do bairro Parque 10, na zona Centro-Sul de Manaus, denunciam o abandono de uma praça localizada na rua Vereador Manuel Marçal. Segundo relatos da comunidade, o espaço enfrenta problemas como mato alto, acúmulo de lixo, falta de manutenção e insegurança, situação que tem afastado famílias e reduzido o uso da área destinada ao lazer e à convivência.

De acordo com os moradores, a praça, que poderia ser utilizada para atividades recreativas e encontros da comunidade, apresenta sinais de abandono há bastante tempo. O local, hoje, pode ser descrito como um espaço que está com a vegetação sem poda, estrutura sem manutenção e com o descarte irregular de resíduos por várias partes, o que compromete sua real utilização.

A dona de casa Yara Marques relata que os serviços de limpeza só ocorrem em períodos eleitorais. Segundo ela, a comunidade tem buscado alternativas para minimizar o problema, chegando até mesmo a instalar uma lixeira no local para reduzir o descarte de lixo na praça.

“A nossa praça aqui só é limpa no tempo da eleição. Quando está chegando perto da eleição, eles vêm, limpam e fazem o serviço. Depois, fica abandonada novamente”, afirmou.

Ela também contou que providenciou uma lixeira para o local por conta própria, mas diz que a iniciativa não é suficiente para resolver a situação.

Além da falta de conservação, moradores afirmam que a praça passou a ser utilizada como ponto de encontro de usuários de drogas. Pessoas que preferiram não se identificar, por receio de represálias, relataram que entorpecentes são escondidos entre as árvores e que o local também é frequentado por estudantes para consumo de drogas.

A universitária Valdiva Sampaiva, que utiliza diariamente a via para acessar o transporte público, afirma que a insegurança faz parte da rotina.

“Eu me sinto insegura porque passo todos os dias por aqui para pegar o ônibus. Às vezes, encontro várias pessoas deitadas na praça. Nunca fui atacada, mas a sensação de insegurança é constante”, disse.

Os moradores também reclamam da dificuldade para registrar solicitações junto aos órgãos responsáveis. Segundo Yara Marques, o processo para formalizar os pedidos de manutenção exige uma série de documentos e procedimentos que acabam desestimulando a população.

“A gente liga, eles pedem carta, fotos e vários documentos. É uma dificuldade tão grande que parece que é justamente para a pessoa desistir”, afirmou.

A reportagem solicitou um posicionamento da Prefeitura de Manaus sobre os serviços de limpeza, manutenção e as medidas previstas para a Praça da Rua Vereador Manuel Marçal. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno.

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