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Influenciador Renato Cariani é indiciado por tráfico e lavagem de dinheiro

Após a negação de pedido de prisão, ele permanece em liberdade

Escrito por
Thiago Freire
December 19, 2023
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A Polícia Federal indiciou o influenciador fitness Renato Cariani por tráfico equiparado, associação para tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Mesmo com o pedido de prisão negado pelo Ministério Público, Cariani permanece em liberdade.

A investigação aponta que o tráfico é equiparado devido ao suposto envolvimento de Cariani com produtos químicos destinados à preparação de entorpecentes, não diretamente com drogas ilícitas.

Em seu depoimento à Polícia Federal, Cariani respondeu a perguntas por mais de três horas, indicando, segundo sua defesa, absoluta boa-fé no esclarecimento dos fatos. Seu indiciamento ocorreu antes do início do depoimento.

A investigação suspeita que Cariani participe de um esquema de desvio de produtos químicos para a produção de drogas, especialmente crack. Outras pessoas, como a sócia do influenciador, Roseli Dorth, e o amigo Fábio Spinola, também foram chamadas para depor.

O esquema teria desviado solventes essenciais para a produção de cocaína e crack, com emissão de notas fiscais falsas. O influenciador, que nega envolvimento, é sócio-administrador da indústria química Anidrol.

A operação, batizada de "Oscar Hinsberg", busca esclarecer o suposto envolvimento de Cariani e outros no desvio de produtos químicos. As investigações começaram em 2019 após a farmacêutica AstraZeneca alertar o Ministério Público sobre notas fiscais não reconhecidas emitidas pela Anidrol.

O que diz a defesa:

Em nota, a defesa de Renato Cariani destacou que ele respondeu a todas as perguntas durante o depoimento, enfatizando sua boa-fé no esclarecimento dos fatos. Alegam que o indiciamento ocorreu antes do início do depoimento, sem a oportunidade de esclarecimentos prévios.

A sócia de Cariani, Roseli Dorth, teve seu depoimento adiado devido à falta de acesso ao processo por parte da defesa. Todos os investigados permanecem em liberdade, mesmo após o Ministério Público pedir reconsideração da decisão que indeferiu os pedidos de prisão. A Justiça manteve a negativa.

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