O governador do Amazonas, Wilson Lima (UB), assinou, na última quinta-feira (29), um Termo de Cooperação Técnica (ACT) em parceria com a Polícia Federal, representada pelo Diretor de Amazônia e Meio Ambiente, Humberto Freire, e pelo Superintendente Regional da Polícia Federal no Amazonas, João Paulo Garrido. A parceria visa o compartilhamento do hangar do estado, localizado no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes.
Alinhado entre a Coordenação de Aviação Operacional da Coordenação-Geral de Apoio Operacional da Polícia Federal (CAOP/PF) e a Casa Militar, entre os objetivos estão a viabilização da hangaragem de três aeronaves da Polícia Federal, bem como a utilização exclusiva de duas salas destinadas a escritórios, apoio ou outros usos específicos.
A iniciativa busca viabilizar a instalação da Base Amazônia, ampliando a capacidade de atuação da Polícia Federal em áreas críticas da região amazônica e da fronteira, como parte da estratégia de descentralização das operações aéreas.
A nova base será fundamental para permitir uma resposta mais eficiente no combate ao crime organizado, crimes ambientais e ao tráfico transnacional, fortalecendo o monitoramento das fronteiras e o combate ao desmatamento ilegal e ao contrabando. Além disso, reforçará a segurança na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
Durante a cerimônia, também estiveram presentes o secretário-chefe da Casa Civil, Flávio Antony Filho; o secretário-chefe da Casa Militar, coronel Fabiano Bó; e o secretário de Segurança Pública do Estado do Amazonas, coronel Marcus Vinicius Almeida.
O governador Wilson Lima ressaltou a importância da parceria e destacou que se trata de uma ação estratégica para que o trabalho seja realizado de forma mais integrada:
“Essa base será estratégica porque, antes, as aeronaves precisavam se deslocar de outras regiões do Brasil até o Amazonas para que efetivamente as operações acontecessem. Da parte do Estado, colocamos à disposição todas as nossas forças de segurança para continuar trabalhando de forma mais integrada”, afirmou.
Ele finalizou enfatizando que, além de reforçar o combate ao tráfico, o acordo fortalece ações logísticas e emergenciais em áreas remotas da Amazônia, melhora o transporte de equipes e insumos e amplia a capacidade de resposta do Estado em operações integradas de segurança e proteção ambiental.
