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Ex-prefeito de Boca do Acre é investigado por nepotismo após nomear filha para cargo público

O MPAM divulgou na segunda-feira (31/3) a investigação sobre a nomeação de Tailine Vieira da Cruz. Os envolvidos poderão enfrentar sanções, incluindo perda de função pública e indenização ao município.

Escrito por
Redação
April 02, 2025
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Foto: Divulgação

José Maria Silva da Cruz, ex-prefeito de Boca do Acre, é investigado pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM) por nepotismo. O MP apontou, na segunda-feira (31/3), que Zeca teria nomeado a própria filha, Tailine Vieira da Cruz, para o cargo de assessor jurídico da Procuradoria Jurídica do município, o que, segundo a instituição, “viola os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa”.

Em depoimento, Tailine afirmou que sua contratação ocorreu a partir de um convite do procurador jurídico Francisco Felix Teixeira Filho. Ela declarou ter “exercido suas funções regularmente e manteve residência no município durante o período em que ocupou o cargo”. 

No entanto, disse desconhecer a existência de um parecer jurídico sobre sua nomeação e informou que sua seleção foi baseada apenas em uma entrevista conduzida pelo procurador jurídico.

Em sua defesa, o ex-gestor municipal alegou que a nomeação da filha ocorreu após um pedido informal do procurador jurídico Francisco Felix, que a conheceu diante da necessidade de um assessor jurídico na Secretaria Municipal de Educação. O ex-prefeito confirmou que a contratação não passou por um processo formal e afirmou que acreditava que a Procuradoria Jurídica havia analisado o caso.

Já em seu depoimento, Felix relatou que Tailine começou a trabalhar em novembro de 2023, após indicação da então secretária de Educação, Maria de Jesus Silva da Cruz, irmã do ex-prefeito. Ele afirmou não ter participado diretamente do processo de escolha, mas confirmou que solicitou a contratação de um assessor jurídico.

Embora Tailine tenha exercido suas funções regularmente, o Ministério Público destacou que sua contratação foi baseada exclusivamente em uma indicação familiar, “sem qualquer critério técnico ou seleção prévia, caracterizando nepotismo”. 

Além da perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos, os envolvidos deverão pagar uma indenização de R$ 100 mil por danos morais ao município.

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