A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) elevou para 90% a probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026. O fenômeno, associado ao aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, já apresenta sinais de fortalecimento e pode continuar ganhando intensidade nos próximos meses.
A previsão acende um alerta para o Brasil devido às mudanças que o El Niño pode provocar nos padrões de chuva e temperatura. As projeções indicam maior possibilidade de chuvas acima da média no Sul e de condições mais secas no Norte e Nordeste, além de temperaturas elevadas em diferentes áreas do país.
Na Amazônia, o cenário merece atenção especial. A redução das chuvas pode aumentar o risco de seca, favorecer incêndios florestais e afetar rios e atividades que dependem do transporte hidroviário. Os efeitos, no entanto, variam de acordo com a intensidade e a evolução do fenômeno e não significam que todos os municípios enfrentarão as mesmas condições.
A NOAA também estima em 69% a chance de o episódio alcançar intensidade historicamente elevada, o que poderia colocá-lo entre os eventos mais fortes registrados desde 1950. A próxima atualização das projeções deverá indicar com maior precisão a evolução do fenômeno e seus possíveis impactos regionais.
Diante do cenário, o monitoramento climático ganha importância para antecipar medidas de prevenção, principalmente em áreas vulneráveis a estiagens, queimadas e extremos de temperatura. Para a região amazônica, a combinação de seca e calor pode representar um desafio adicional no segundo semestre e no início de 2027.
