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Demissões preocupam trabalhadores na Ream; empresa alega ‘adequação do quadro’

Denúncia feita pelo Sindicato dos Petroleiros do Amazonas aponta que 75 trabalhadores devem compor a lista de desligamento da Ream

Escrito por Yasmin Siqueira
20 de maio de 2025
Divulgação/Sindipetro AM

Cerca de 75 trabalhadores da Refinaria da Amazônia (Ream) serão desligados da unidade, segundo denúncia feita pelo Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM). A medida representa uma redução de aproximadamente 20% no efetivo operacional da refinaria e levanta sérias preocupações sobre a continuidade das atividades, especialmente na área de refino, considerada estratégica para o funcionamento da planta.

O sindicato alega que as demissões comprometem a segurança das operações e podem violar acordos firmados durante o processo de venda da antiga Refinaria de Manaus (Reman), realizada pela Petrobras em 2022. 

“A medida compromete a operação da empresa, em especial sua atividade primária, que é a do refino, além de ser considerada um descumprimento de questões regulatórias e condicionais firmadas durante a venda da Reman”, afirmou o Sindipetro-AM em nota divulgada nas redes sociais.

Diante do cenário, o sindicato informou ainda que já protocolou denúncias junto a órgãos de fiscalização e controle, incluindo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Além disso, foram enviados ofícios ao Ministério de Minas e Energia e ao Ministério Público do Trabalho.

O objetivo da mobilização é resguardar os direitos dos trabalhadores afetados e garantir a continuidade das operações da refinaria, que hoje é uma das principais estruturas de abastecimento de combustíveis da região Norte.

A denúncia ocorre em um momento de tensão interna na planta, onde cresce o temor de novas demissões e do agravamento das condições de trabalho. “Seguiremos acompanhando de perto a situação e exigindo que as autoridades atuem para garantir a estabilidade no setor e o cumprimento dos compromissos trabalhistas e regulatórios”, reforçou o sindicato.

O Diário da Capital entrou em contato com a Ream. Por meio de nota, a empresa informou que após a aquisição do ativo, em dezembro de 2022, ampliou temporariamente o quadro de profissionais para assegurar uma transição segura na gestão. 

Confira a nota na íntegra:

NOTA REAM

A Refinaria da Amazônia (REAM) informa que após a aquisição do ativo, em dezembro de 2022, ampliou temporariamente o quadro de profissionais para assegurar uma transição segura na gestão, inclusive com a contratação de diversos consultores para formação das equipes. Com a consolidação das operações e o ganho de produtividade, a adequação do quadro tornou-se indispensável.

A empresa reafirma seu compromisso com a segurança energética da Região, com a responsabilidade social e com a transparência em suas decisões.

O abastecimento de combustíveis segue o curso normal do processo, sem risco de desabastecimento e de forma eficiente.

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