Economia

Cultivo de cacau gera renda para ribeirinhos e fortalece preservação da floresta no Amazonas

Capacitações na região do Rio Madeira ajudam agricultores familiares a aprimorar a produção sustentável e enfrentar os impactos das mudanças climáticas

Escrito por Redação
1 de novembro de 2026
Agricultor participa de capacitação sobre o manejo sustentável do cacau na RDS do Rio Madeira, no interior do Amazonas - Foto: Divulgação/FAS

O cultivo sustentável de cacau tem contribuído para a geração de renda e a preservação ambiental em comunidades ribeirinhas da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Madeira, no interior do Amazonas. Na região, agricultores familiares mantêm a produção do fruto em meio à vegetação nativa, conciliando atividades econômicas com a conservação da floresta e a valorização de conhecimentos tradicionais.

Para fortalecer a atividade, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) promoveu capacitações por meio do projeto Prospera na Floresta. Os encontros abordaram técnicas de manejo, produção de mudas e cuidados com os cacaueiros, considerando os desafios enfrentados pelos produtores durante períodos de cheia, seca e temperaturas elevadas.

As ações foram planejadas após visitas a comunidades do Médio e Baixo Rio Madeira, nos municípios de Manicoré e Novo Aripuanã. O levantamento identificou as principais necessidades dos agricultores e orientou a organização de cinco capacitações, com oito horas de duração cada, destinadas a atender até 80 produtores rurais.

Na comunidade Santa Rosa I, o cultivo do cacau faz parte da história das famílias há décadas. Alguns cacaueiros têm mais de 60 anos e crescem ao lado de espécies nativas, como andiroba, copaíba, seringueira e castanheira. Além da produção de cacau, os moradores cultivam alimentos e comercializam sementes, diversificando as fontes de renda e reduzindo a dependência de uma única atividade econômica.

O projeto Prospera na Floresta conta com apoio do Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e prevê atuação em 22 áreas protegidas do Amazonas. A iniciativa busca fortalecer a produção sustentável, o empreendedorismo e as oportunidades de geração de renda para povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.

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