Com um investimento de R$ 30 milhões, o Governo do Amazonas e a empresa Super Terminais assinaram, nesta quarta-feira (2/7), o contrato para a construção da primeira usina a gás natural do Norte do Brasil dedicada exclusivamente às operações portuárias. O projeto tem como objetivo a modernização da infraestrutura logística e energética da região.
A cerimônia foi realizada na sede da Super Terminais, no bairro Colônia Oliveira Machado, zona Sul de Manaus, e contou com a presença do governador Wilson Lima (UB), que destacou o papel do gás natural na transição energética do estado.
“Apesar de ser um combustível de origem fóssil, o gás natural é a fonte mais segura nesse processo de transição, poluindo menos que o diesel, a gasolina e outros derivados. O Amazonas está em outro patamar quando se trata de gás natural”, afirmou.
De acordo com o Governo do Amazonas, a nova usina fornecerá energia elétrica para dez guindastes elétricos da marca Konecranes, considerados os primeiros do tipo no mundo. Três dos equipamentos devem chegar em julho de 2026. A operação será abastecida por tubulações subterrâneas, eliminando o uso de caminhões para transporte de diesel e reduzindo o impacto ambiental e o tráfego na região portuária.
O projeto inclui a construção de 3,5 km de gasoduto, com capacidade de fornecimento de até 12 mil metros cúbicos de gás natural por dia, com estimativa de redução de 17 mil toneladas de CO² por ano. A conclusão está prevista para 12 meses após o início das obras.
Estratégia
De acordo com o Governo do Amazonas, a usina faz parte da estratégia para consolidar o gás natural como uma das principais matrizes energética e econômica do estado. Para isso, uma série de medidas vem sendo adotada, como a sanção da Lei nº 5.420/2021 — a chamada Lei do Gás que rompeu o monopólio na distribuição e abriu o mercado para novos investimentos privados.
Entre os principais projetos em curso está o Complexo do Azulão 950, no município de Silves, onde a empresa Eneva está investindo R$5,8 bilhões na construção de três usinas termelétricas movidas a gás natural. A expectativa é que o complexo tenha capacidade para abastecer até 3,7 milhões de residências, com conclusão prevista entre o final de 2026 e início de 2027, gerando mais de 5 mil empregos no pico das obras.
Atualmente, o Amazonas conta com uma rede de 335 quilômetros de gasodutos, que abastece mais de 25 mil unidades consumidoras em sete municípios. No setor industrial, o gás natural tem se consolidado como alternativa mais sustentável e econômica, proporcionando até 47% de economia em relação ao diesel e 54% quando comparado ao GLP.
