Amazonas

Chuva melhora qualidade do ar em Manaus, mas fumaça das queimadas ainda preocupa

Índice de poluição caiu de 195 para 92 pontos, segundo a IQAir; monitoramento aponta diferenças na concentração de partículas entre regiões da capital

Escrito por Redação
13 de outubro de 2026
Chuva amenizou a poluição em Manaus nesta terça-feira (13), mas a fumaça das queimadas ainda persiste — Foto: Reprodução

A chuva registrada na madrugada e durante a tarde desta terça-feira (13/10) trouxe alívio temporário à qualidade do ar em Manaus, após dias de intensa fumaça provocada pelas queimadas. Bairros como Compensa, Lírio do Vale, Alvorada e Tarumã, nas zonas Oeste e Centro-Oeste, receberam pancadas de chuva que ajudaram a reduzir a concentração de poluentes na atmosfera. Apesar da melhora, a fumaça ainda persiste em diferentes pontos da capital.

De acordo com a plataforma IQAir, o Índice de Qualidade do Ar (IQA) chegou a 92 pontos na manhã desta terça-feira, nível considerado moderado, após atingir 195 na segunda-feira (12). A redução está relacionada ao processo de deposição úmida, no qual as gotas de chuva capturam partículas poluentes suspensas no ar, incluindo o material particulado fino (PM2,5), e as transportam até o solo.

O alívio, porém, não foi uniforme. Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registraram concentração de 88,8 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de PM2,5 na região do Coroado, Zona Leste. Nas proximidades do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, o índice foi de 23,1 µg/m³, evidenciando diferenças significativas na qualidade do ar entre as áreas monitoradas.

Embora as chuvas contribuam para diminuir temporariamente a poluição, elas não eliminam a origem do problema. Enquanto os incêndios florestais permanecerem ativos no Amazonas e em regiões próximas, os ventos poderão transportar novas partículas de fumaça para Manaus, especialmente durante períodos de tempo seco e temperaturas elevadas.

Diante da persistência da poluição, a recomendação é acompanhar os indicadores de qualidade do ar, evitar atividades físicas intensas ao ar livre quando os níveis estiverem elevados e redobrar os cuidados com crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.

Matérias relacionadas