Justiça

Caso Geovana: réus vão a júri popular dois anos após assassinato de babá em Manaus

Justiça decidiu levar ex-patroa da vítima e outro acusado ao Tribunal do Júri; julgamento ainda não tem data marcada

Escrito por Redação
24 de agosto de 2026
Geovana Costa Martins foi assassinada aos 20 anos, em agosto de 2024, em Manaus - Foto: Reprodução

A Justiça do Amazonas decidiu que Camila Barroso da Silva e Antonio Cheton Lopes de Oliveira serão julgados pelo Tribunal do Júri pela morte da babá Geovana Costa Martins, de 20 anos. A jovem foi assassinada em agosto de 2024, em Manaus, após, segundo as investigações, ter sido submetida a agressões, restrição de liberdade e exploração sexual.

Geovana trabalhava na casa de Camila, no bairro Petrópolis, Zona Sul, e desapareceu em 19 de agosto de 2024. O corpo foi encontrado no dia seguinte em uma área de mata no Tarumã, Zona Oeste, com sinais de violência. Camila foi presa em 28 de agosto daquele ano, enquanto Antonio Cheton também passou a ser investigado e posteriormente denunciado pelo Ministério Público.

A decisão de pronúncia dos dois acusados foi proferida em 28 de abril de 2026 e se tornou definitiva em 28 de julho, após o encerramento do prazo para recursos. A pronúncia não representa condenação: significa que a Justiça entendeu haver elementos suficientes para que a acusação seja analisada pelo Conselho de Sentença.

Agora, o processo está na fase de preparação para o julgamento. Acusação e defesa devem apresentar testemunhas e requerer eventuais diligências antes da sessão. O Ministério Público já apresentou sua lista, mas ainda não há data definida para o júri popular.

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