O Inquérito Policial que investiga a morte de Benício Xavier, de 6 anos, após a administração de uma dose incorreta de adrenalina intravenosa, foi concluído e pede o indiciamento da médica Juliana Brasil, da técnica em enfermagem Rayza Bentes e de dois diretores do Hospital e Pronto-Socorro Santa Júlia.
As investigações apontam uma sequência de falhas envolvendo a equipe médica, assistencial e a gestão da unidade do hospital, o que teria contribuído de forma direta para a morte da criança.
Novos laudos periciais apontam,
ainda, indícios de tentativa de adulteração de provas.
Linha do tempo
O relatório da 24ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), apontou que a atuação da médica no dia 22 de novembro de 2025 seguiu a seguinte linha do tempo:
- 14h37: Juliana Brasil inicia o atendimento de Benício.
- 14h44: A médica envia mensagem a um colega admitindo erro na prescrição de medicamento.
- 15h13 às 15h38: Busca orientação com outros dois médicos sobre como conduzir o caso.
- 15h46: Durante o agravamento do quadro, responde mensagens relacionadas à venda de maquiagem, compartilha chave PIX e trata de entrega de produtos.
- 15h47: Retoma contato com a equipe médica em busca de orientações.
- 16h15: É solicitada a transferência da criança para a UTI.
Relembre o caso
Benício Xavier, de 6 anos, foi levado ao Hospital e Pronto-Socorro Santa Júlia no dia 22 de dezembro, com sintomas de tosse seca e suspeita de laringite. Durante o atendimento, foram prescritos lavagem nasal, soro, xarope e três doses de adrenalina intravenosa de 3 ml, a serem administradas a cada 30 minutos.
Após a aplicação da medicação, o estado de saúde da criança se agravou rapidamente. Benício sofreu diversas paradas cardíacas, foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu às complicações causadas pela medicação.
