Festival de Parintins

Campanha alerta turistas sobre comércio ilegal de artesanato com partes de animais no Festival de Parintins

Ação “Turismo sem Penas” orienta visitantes sobre crimes ambientais e incentiva consumo consciente durante o festival

Escrito por Redação
25 de maio de 2026
Campanha orienta turistas sobre crimes ambientais durante o Festival de Parintins - Foto: Divulgação/ Amazonastur

Com a proximidade do 59º Festival de Parintins, a campanha “Turismo sem Penas” voltou a reforçar o alerta contra a compra de artesanatos produzidos com partes de animais silvestres. A iniciativa busca conscientizar turistas e moradores sobre os impactos ambientais e as penalidades previstas para o comércio ilegal desses materiais.

Entre os produtos comercializados irregularmente estão cocares, colares, brincos e peças decorativas confeccionadas com penas de aves ameaçadas de extinção, couro de onça, dentes de macacos e garras de aves de rapina. A legislação brasileira proíbe a utilização e venda de itens produzidos a partir da fauna silvestre.

Segundo o presidente da Amazonastur, Frank Dantas, a campanha reforça a necessidade de unir valorização cultural e preservação ambiental durante o maior espetáculo folclórico da Amazônia. “Parintins é uma vitrine da cultura amazônica para o Brasil e o mundo. Precisamos fortalecer um turismo sustentável, sem incentivar práticas ilegais contra a nossa fauna”, afirmou.

A mobilização segue diretrizes da campanha nacional “Não Tire as Penas da Vida”, do Ibama, que desde 2021 atua no combate ao uso ilegal de produtos feitos com partes de animais silvestres. Além das ações educativas, a campanha também orienta consumidores a identificarem diferenças entre penas naturais e artificiais utilizadas em peças artesanais.

A Lei de Crimes Ambientais prevê pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa, para quem comercializa ou utiliza artefatos produzidos com partes de animais silvestres. As punições podem ser ampliadas em casos envolvendo espécies ameaçadas de extinção.

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