A forte chuva que atingiu Manaus na manhã desta sexta-feira (15/5) voltou a transformar ruas em verdadeiros rios e escancarou, mais uma vez, a fragilidade da infraestrutura urbana da capital amazonense. Em diferentes zonas da cidade, motoristas, motociclistas e moradores enfrentaram alagamentos, congestionamentos e dificuldades de locomoção poucos minutos após o início do temporal.
Na avenida Constantino Nery, uma das principais vias da capital, veículos precisaram reduzir drasticamente a velocidade para atravessar os trechos tomados pela água. Motociclistas buscaram abrigo em calçadas para evitar acidentes, enquanto o trânsito ficou lento em diversos pontos da cidade. A cena, repetida ano após ano, reforça a sensação de abandono enfrentada pela população.
O mesmo cenário foi registrado na avenida Arquiteto José Henriques B. Rodrigues, na zona norte, utilizada para provas práticas do Detran-AM. O trecho ficou completamente alagado, comprometendo a circulação de veículos e evidenciando a falta de soluções definitivas para problemas históricos de drenagem.
Na comunidade Mundo Novo, no bairro Flores, moradores relataram dificuldades para sair de casa. Vídeos gravados durante o temporal mostram crianças caminhando em meio à água acumulada, enquanto veículos tentavam atravessar ruas tomadas pela enxurrada. No Zumbi dos Palmares, famílias ficaram isoladas após o avanço da água próximo às residências.
Moradores da Colônia Santo Antônio também denunciaram que os alagamentos persistem apesar de pedidos de ajuda e visitas técnicas realizadas anteriormente por órgãos públicos. Bairros como Compensa, Grande Circular, Cidade de Deus e Novo Aleixo também registraram pontos críticos de inundação, reforçando um problema recorrente que segue sem resposta efetiva da gestão municipal.
Enquanto a Defesa Civil monitora os riscos climáticos e alerta para novos eventos extremos, a população cobra medidas práticas e permanentes. Para muitos moradores, Manaus segue presa a um ciclo de promessas e ações paliativas, onde basta uma chuva mais intensa para a cidade parar e os mesmos problemas voltarem à tona.
