Após cerca de duas semanas consecutivas de fumaça intensa, Manaus voltou a apresentar melhora na qualidade do ar, favorecida pelas chuvas registradas nos últimos dias. A redução da concentração de poluentes trouxe alívio à população, que enfrentou episódios críticos de poluição atmosférica provocados pelas queimadas no Amazonas. Apesar da melhora na capital, a situação ainda exige atenção, especialmente em municípios do interior.
Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontaram condições moderadas de qualidade do ar na capital nesta quarta-feira (21/10), com registro de condição boa em um sensor localizado no Parque 10 de Novembro, na zona Centro-Sul. O cenário representa uma melhora em relação ao sábado (17/10), quando a Defesa Civil classificou a qualidade do ar como péssima.
A redução dos focos de incêndio também contribui para um cenário mais favorável. Segundo dados do Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), foram contabilizados 1.348 focos entre os dias 1º e 11 de outubro, contra 461 entre os dias 11 e 21, uma queda de aproximadamente 65,8%. Entretanto, a diminuição das ocorrências não significa que todos os incêndios estejam controlados ou que a fumaça tenha desaparecido completamente.
No interior do Amazonas, as condições atmosféricas continuam variando conforme a localização dos incêndios, a intensidade dos ventos e a ocorrência de chuvas. A fumaça pode ser transportada por longas distâncias, afetando municípios mesmo quando não há grandes focos de queimadas em suas proximidades. Por isso, o monitoramento ambiental permanece essencial para identificar novas situações de risco.
Apesar da melhora, crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias devem manter os cuidados. Entre as recomendações estão evitar exercícios intensos ao ar livre durante episódios de fumaça, manter a hidratação e utilizar máscaras PFF2 ou N95 quando houver exposição à poluição. Sintomas como tosse persistente, irritação nos olhos e dificuldade para respirar exigem atenção, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
