A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a inclusão de um novo medicamento no tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão. O Datroway (datopotamabe deruxtecana), produzido pelo laboratório Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica Ltda., teve seu registro publicado no Diário Oficial da União.
O medicamento oncológico é indicado para pacientes adultos com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC), tipo de tumor que se origina nos tecidos do pulmão e corresponde a aproximadamente 85% dos casos de câncer de pulmão.
A nova terapia é destinada a pacientes com doença em estágio avançado, seja quando o tumor permanece no pulmão ou quando já ocorreu metástase, ou seja, quando a doença se espalhou para outros órgãos.
O Datroway passa a ser utilizado como uma linha posterior de tratamento, indicada para pacientes que já realizaram dois tratamentos anteriores e tiveram novo crescimento do câncer.
Para a indicação, o tumor deve apresentar uma alteração genética específica: a mutação do EGFR (receptor do fator de crescimento epidérmico), uma característica que favorece o crescimento das células tumorais.
A Anvisa destaca que a identificação das mutações ativadoras do EGFR é fundamental para a escolha do tratamento adequado. A análise genética permite que os médicos utilizem as chamadas terapias-alvo, desenvolvidas para agir diretamente sobre alterações específicas presentes nas células cancerígenas.
O câncer de pulmão é atualmente a principal causa de morte por câncer no mundo. Dentro desse grupo, o câncer de pulmão de não pequenas células é o subtipo mais frequente.
O Datroway já possuía registro na Anvisa para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN), nos casos em que o tumor é irressecável, quando não pode ser completamente removido por cirurgia, ou metastático, quando a doença se espalhou para outras regiões do corpo.
Com a nova aprovação, o medicamento amplia sua utilização na oncologia brasileira e passa a representar uma nova alternativa terapêutica para pacientes com câncer de pulmão avançado que apresentam a mutação genética EGFR.
