O mundo alcançou, em 2025, os menores índices de novas infecções por HIV e de mortes relacionadas à Aids desde o início do monitoramento global. Dados divulgados pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) apontam que foram registrados 1,2 milhão de novos casos e 570 mil mortes no último ano, representando reduções de cerca de 40% nas infecções, em relação a 2010, e de 57% nos óbitos, em comparação ao pico da epidemia.
Apesar dos avanços, a Unaids alerta que a resposta global à doença enfrenta um momento crítico. A redução de 23% nos investimentos internacionais destinados à prevenção e ao tratamento do HIV em 2025 ameaça interromper o progresso alcançado nas últimas décadas, especialmente em países que dependem de recursos externos para manter programas de saúde.
O relatório também destaca que o Brasil está entre os países onde houve aumento de novos casos de HIV. Em contrapartida, o acesso à profilaxia pré-exposição (PrEP) cresceu 41% no país, ampliando a proteção para pessoas com maior risco de infecção. Para a Unaids, tecnologias como a PrEP injetável de longa duração representam uma oportunidade para acelerar o controle da epidemia, desde que sejam acessíveis à população.
Além da necessidade de ampliar os investimentos, a organização chama atenção para o avanço da discriminação contra populações vulneráveis, como pessoas LGBTQIA+, trabalhadores sexuais e usuários de drogas. Segundo a Unaids, combater o estigma e garantir acesso universal à prevenção e ao tratamento são medidas essenciais para alcançar a meta de eliminar a Aids como ameaça à saúde pública até 2030.
