O Amazonas registrou taxa de sub-registro de nascidos vivos de 4,4% em 2024, percentual acima da média nacional, que ficou em 1%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento revela dificuldades enfrentadas por municípios do interior para garantir o registro civil de recém-nascidos dentro do prazo legal.
Entre os municípios amazonenses, Barcelos apresentou o cenário mais preocupante. De acordo com o estudo, 29,7% dos bebês nascidos no município não tiveram a certidão registrada no período adequado, índice cerca de 33 vezes maior que a média brasileira.
O IBGE aponta que fatores como distância geográfica, dificuldade de deslocamento, vulnerabilidade social e acesso limitado a serviços públicos contribuem diretamente para o aumento do sub-registro em áreas isoladas do estado.
O estudo estima que o Amazonas tenha registrado aproximadamente 66,3 mil nascimentos em 2024. Apesar de apresentar taxa inferior à de Roraima, que alcançou 13,9%, o estado permanece acima da média da Região Norte, estimada em 3,5%.
Os dados também mostram que o problema atinge principalmente mães mais jovens. Entre adolescentes com menos de 15 anos, a taxa de sub-registro chegou a 14,6%. Já entre mães de 15 a 19 anos, o índice foi de 6,9%.
Além dos nascimentos, o Amazonas também apresentou números elevados de sub-registro de óbitos. A taxa estimada foi de 8,8% em 2024, enquanto entre crianças menores de um ano o percentual alcançou 19%, acima da média nacional, de 10,8%.
