O Amazonas e outros estados da Região Norte estão em alerta para o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o mais recente boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz. O levantamento analisa a tendência de internações por doenças respiratórias em todo o país e identifica sinais de crescimento em parte da região Norte nas últimas semanas.
De acordo com o estudo, Acre, Amapá, Pará e Roraima apresentam tendência de crescimento dos casos de SRAG ao longo das últimas seis semanas, o que acende um sinal de atenção para os sistemas de saúde locais. Esses estados vêm registrando aumento progressivo de internações, principalmente em unidades pediátricas e hospitalares de média e alta complexidade.
O Amazonas, por sua vez, aparece no boletim com incidência elevada da doença, o que significa um número expressivo de casos em circulação, embora sem indicação de crescimento contínuo no longo prazo. Mesmo sem aceleração recente, o patamar elevado mantém o estado em situação de atenção. Já Rondônia e Tocantins não foram incluídos entre os estados com aumento ou incidência elevada no período mais recente analisado.
A SRAG é uma condição caracterizada por sintomas respiratórios mais graves, que podem evoluir com necessidade de hospitalização, especialmente em crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas. Segundo a Fiocruz, o cenário atual está diretamente relacionado à circulação de vírus respiratórios comuns nesta época do ano.
Entre os principais agentes identificados estão o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por grande parte das internações em crianças pequenas, além dos vírus da influenza A e B, que afetam diferentes faixas etárias, incluindo jovens, adultos e idosos. A combinação desses vírus tem pressionado os serviços de saúde em diversas regiões do país.
A Fiocruz reforça que a vacinação contra a gripe continua sendo uma das principais formas de prevenção contra complicações respiratórias. A imunização é especialmente recomendada para grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades, que apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença.
Além da vacinação, a instituição também destaca a importância de medidas simples de prevenção, como higienização frequente das mãos, uso de máscaras em caso de sintomas gripais, evitar aglomerações quando estiver doente e procurar atendimento médico diante de sinais de agravamento, como falta de ar, febre persistente e cansaço intenso.
