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Alberto Neto e Saullo Vianna votam pela soltura de Brazão, acusado no caso Marielle

Chiquinho Brazão foi preso preventivamente em 24 de março, por decisão do ministro Alexandre de Moraes

Escrito por
Thiago Freire
April 11, 2024
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Foto: Revista Cenarium/ Composição: Paulo Dutra

Os deputados federais pelo Amazonas, Capitão Alberto Neto (PL) e Saullo Vianna (União Brasil) votaram pela soltura de Chiquinho Brazão, acusado como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol-RJ) em 2018. A votação ocorreu na Câmara dos Deputados na quarta-feira (10), onde foi decidido manter a prisão preventiva do parlamentar.

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Alberto Neto afirmou que tem dois sentimentos: um seria que o assassino de Marielle apodreça na cadeia e o outro de seguir a Constituição. 

“Nós temos que seguir a constituição e no artigo 53 diz que o parlamentar só pode ser preso em crimes inafiançáveis”, justificou Capital Alberto Neto ao votar pela soltura do colega de congresso.

O resultado da votação foi expressivo, com 277 votos a favor da manutenção da prisão, 129 votos contrários e 28 abstenções. Era necessário o mínimo de 257 votos para seguir a recomendação do parecer aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Chiquinho Brazão foi preso preventivamente em 24 de março, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, referendada pela 1ª Turma da Corte. A Constituição prevê que prisões de parlamentares no exercício do mandato devem ser submetidas ao plenário da Câmara.

A decisão tomada pelo plenário frustrou um movimento que buscava rejeitar a prisão do parlamentar, com o PL, União Brasil e PP articulando uma mobilização para esvaziar o plenário e impedir a votação necessária para a manutenção da prisão, semelhante ao ocorrido em 2020 com o deputado Wilson Santiago (PTB-PB).

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