Após o vereador Rodrigo Guedes (PP) solicitar pedido de vista do Projeto de Lei nº 559/2025, que trata do auxílio-doença, salário-família e auxílio-reclusão no âmbito do serviço público municipal, a votação em 2ª discussão foi adiada. A medida gerou debate entre os vereadores, que criticam Guedes por supostamente atrasar a aprovação de um benefício importante para os servidores públicos municipais.
O vereador Eduardo Alfaia (Avante) questionou o pedido de vista e lamentou a decisão, afirmando que o projeto é de extrema importância. Para ele, Guedes estaria fazendo o pedido de forma meramente protelatória, o que, segundo Alfaia, representa um grande risco e prejuízo ao retardar a aprovação do projeto de lei que beneficia todos os servidores públicos.
“Estamos aqui hoje com essa lamentável birra, atrasando a aprovação. Eu queria fazer esse apelo para que ele devolvesse essa vista, porque fazer um pedido de vista de um projeto tão importante quanto esse, com um tema sensível, é quem não está preocupado com os servidores públicos municipais”, declarou Alfaia.

Análise do pedido de vista
Para Alfaia, a atitude destoa dos discursos feitos na Casa Legislativa, ressaltando que o vereador Rodrigo Guedes (PP) estaria se contradizendo em relação ao que costuma defender no plenário.
Em resposta, Guedes afirmou que gostaria de “tranquilizar” o líder do prefeito. Segundo ele, independentemente de qualquer coisa, na pior das hipóteses, o projeto retornará à pauta na próxima segunda-feira (17/11), sem causar prejuízo a nenhum servidor.

Além disso, Guedes mencionou que faz uma contraproposta ao líder do prefeito, caso ele realmente se importe com os servidores públicos.
“Já que o vereador fez uma proposta para mim, de devolver a vista, agora eu faço uma contraproposta ao líder do prefeito: eu devolvo agora se Vossa Excelência votar contra a reforma da Previdência. Se Vossa Excelência diz que se preocupa tanto com os servidores, então vote contra, vereador”, respondeu Guedes.

O vereador Amauri Gomes (UB) também se manifestou sobre o assunto e criticou a postura de alguns parlamentares que, segundo ele, apesar de se autoproclamarem “homens” e defensores dos servidores públicos, não demonstraram coragem para enfrentar os manifestantes durante os protestos, nem para justificar os votos na Reforma da Previdência.
“Chega a ser cômico a preocupação da base agora com o trabalhador, com o servidor. E o nosso nobre vereador, que nos chamou de menino e é o homem da Casa, com H maiúsculo, como alguns falaram ontem, não foi homem suficiente para ir peitar o servidor lá fora quando ele estava aqui fazendo a manifestação, ou sequer teve a decência de subir naquela tribuna e justificar o voto dele pela reforma da Previdência”, ressaltou Gomes.
O parlamentar disse ainda que gostaria de ver os vereadores da base enfrentarem os servidores fora do plenário quando ocorrer a votação em segundo turno da Reforma da Previdência, já que se dizem “defensores dos servidores públicos”.
Amauri parabenizou a postura do vereador Rodrigo Guedes (PP) e afirmou que ele conta com seu apoio dentro da Câmara Municipal de Manaus (CMM).
