Manaus registrou o ar mais poluído do Brasil na manhã desta quarta-feira (28/10), segundo dados da plataforma de monitoramento ambiental IQAir. Por volta das 6h20, o Índice de Qualidade do Ar (IQA) atingiu 148 pontos, classificação considerada prejudicial à saúde de grupos sensíveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. A concentração de partículas finas (PM2,5) chegou a 54,8 microgramas por metro cúbico (µg/m³).
O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também apontou condições preocupantes em diferentes regiões da capital, com classificações entre ruim e muito ruim. No bairro Morro da Liberdade, zona Sul, a concentração de partículas finas alcançou 81,8 µg/m³, indicando níveis elevados de poluentes em suspensão na atmosfera.
De acordo com os parâmetros utilizados pelo Selva, a qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³. Acima desse limite, as condições passam a variar de moderadas a péssimas, conforme a intensidade da poluição. A exposição a partículas finas pode agravar problemas respiratórios e cardiovasculares, especialmente entre pessoas mais vulneráveis.
No interior do Amazonas, o monitoramento também identificou altas concentrações de poluentes. Iranduba apresentou o maior índice entre os municípios citados, com 106,5 µg/m³, seguido por Maués (88,4 µg/m³), Itacoatiara (73,4 µg/m³) e Urucurituba (60,2 µg/m³). Todos os valores ficaram acima do limite considerado bom pelo sistema estadual.
Diante da piora na qualidade do ar, a recomendação é reduzir atividades físicas intensas ao ar livre, principalmente nos horários de maior concentração de poluentes. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias devem redobrar os cuidados e acompanhar os boletins de monitoramento ambiental.
