O cultivo sustentável de cacau tem contribuído para a geração de renda e a preservação ambiental em comunidades ribeirinhas da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Madeira, no interior do Amazonas. Na região, agricultores familiares mantêm a produção do fruto em meio à vegetação nativa, conciliando atividades econômicas com a conservação da floresta e a valorização de conhecimentos tradicionais.
Para fortalecer a atividade, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) promoveu capacitações por meio do projeto Prospera na Floresta. Os encontros abordaram técnicas de manejo, produção de mudas e cuidados com os cacaueiros, considerando os desafios enfrentados pelos produtores durante períodos de cheia, seca e temperaturas elevadas.
As ações foram planejadas após visitas a comunidades do Médio e Baixo Rio Madeira, nos municípios de Manicoré e Novo Aripuanã. O levantamento identificou as principais necessidades dos agricultores e orientou a organização de cinco capacitações, com oito horas de duração cada, destinadas a atender até 80 produtores rurais.
Na comunidade Santa Rosa I, o cultivo do cacau faz parte da história das famílias há décadas. Alguns cacaueiros têm mais de 60 anos e crescem ao lado de espécies nativas, como andiroba, copaíba, seringueira e castanheira. Além da produção de cacau, os moradores cultivam alimentos e comercializam sementes, diversificando as fontes de renda e reduzindo a dependência de uma única atividade econômica.
O projeto Prospera na Floresta conta com apoio do Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e prevê atuação em 22 áreas protegidas do Amazonas. A iniciativa busca fortalecer a produção sustentável, o empreendedorismo e as oportunidades de geração de renda para povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.
