Saúde

Outubro Marrom alerta para doenças oculares que podem causar perda da visão

Campanha reforça a importância do diagnóstico precoce e alerta para os riscos do uso excessivo de telas, da exposição solar e da automedicação com colírios

Escrito por Hillary Cruz
21 de outubro de 2026
Outubro Marrom alerta para a prevenção de doenças oculares e a importância dos cuidados diários para preservar a visão - Foto: Caíque Elias/ DC

O Outubro Marrom reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de doenças oculares que podem comprometer a visão. Sintomas como dores de cabeça frequentes, visão embaçada, ardência e dificuldade para enxergar merecem atenção. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) citados na campanha, cerca de 19% dos brasileiros apresentam algum tipo de deficiência visual, sendo mais de seis milhões com dificuldades severas.

Entre os problemas mais comuns estão miopia, hipermetropia e astigmatismo. Nas crianças, dificuldades para enxergar o quadro escolar, dores de cabeça e esforço excessivo para focar objetos podem indicar alterações visuais. Já entre os adultos, o uso prolongado de celulares e computadores favorece o ressecamento dos olhos, principalmente pela redução da frequência das piscadas, podendo provocar vermelhidão, ardência e desconforto.

A oftalmologista Habib Assafh também alerta para os riscos da exposição solar sem proteção adequada. O uso de óculos escuros com proteção contra raios ultravioleta (UV) ajuda a prevenir danos à saúde ocular. A especialista destaca ainda a importância das consultas oftalmológicas, mesmo na ausência de sintomas, já que doenças como o glaucoma podem evoluir silenciosamente e provocar danos irreversíveis à visão.

Outro cuidado essencial é evitar a automedicação. Colírios utilizados sem orientação médica, especialmente os que contêm corticoides, podem elevar a pressão intraocular e causar complicações graves, incluindo o desenvolvimento de glaucoma. Produtos destinados a reduzir a vermelhidão dos olhos também exigem cautela, pois o uso indiscriminado pode prejudicar a superfície ocular.

A recomendação é manter o acompanhamento oftalmológico conforme a idade e os fatores de risco, utilizar proteção solar adequada e fazer pausas durante o uso prolongado de telas. Pessoas com diabetes ou doenças oculares diagnosticadas podem precisar de avaliações mais frequentes. Em casos de perda repentina da visão ou alterações visuais súbitas, a orientação é procurar atendimento médico de urgência, evitando complicações que podem comprometer permanentemente a capacidade de enxergar.

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