Saúde

Tambaqui, tucumã e açaí: alimentos amazônicos podem ajudar a prevenir a obesidade

Especialidades da culinária regional podem integrar uma alimentação saudável e contribuir para a redução do consumo de ultraprocessados

Escrito por Redação
24 de outubro de 2026
Tambaqui, tucumã e açaí podem integrar uma alimentação equilibrada e contribuir para hábitos mais saudáveis — Foto: Divulgação/Ufam

O tambaqui, o tucumã e o açaí, alimentos tradicionais da culinária amazonense, podem ser aliados na prevenção da obesidade quando incluídos em uma alimentação equilibrada. Em Manaus, onde esses ingredientes fazem parte da rotina de muitas famílias, valorizar a comida regional é uma alternativa para diversificar o cardápio e reduzir o consumo de produtos ultraprocessados, frequentemente associados ao excesso de calorias e ao ganho de peso.

Ricos em diferentes nutrientes, os alimentos amazônicos podem contribuir para uma dieta mais variada. O tambaqui é fonte de proteínas e gorduras, enquanto o tucumã oferece fibras e carotenoides. Já o açaí contém fibras e compostos antioxidantes. Entretanto, os benefícios dependem das porções, do modo de preparo e da combinação com outros alimentos, especialmente porque acompanhamentos e adição excessiva de açúcar ou gordura podem aumentar o valor calórico das refeições.

A substituição frequente de alimentos naturais por refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados e refeições industrializadas também merece atenção. O consumo elevado de ultraprocessados pode favorecer o ganho de peso e comprometer a qualidade nutricional da dieta. Por isso, especialistas em nutrição recomendam priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, incluindo frutas, verduras, legumes e fontes de fibras.

A obesidade é uma condição multifatorial, relacionada não apenas à alimentação, mas também à atividade física, à genética e às condições sociais e econômicas. O excesso de gordura corporal pode aumentar o risco de doenças como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e problemas cardiovasculares. A prevenção, portanto, exige cuidados contínuos, sem a necessidade de recorrer a dietas extremamente restritivas.

Na prática, pequenas mudanças podem fazer diferença: beber mais água, reduzir refrigerantes, incluir frutas nos lanches e variar as fontes de proteína são algumas alternativas. Mais do que abandonar hábitos culturais, a proposta é aproveitar a diversidade da alimentação amazônica de maneira consciente, respeitando as necessidades nutricionais e a realidade de cada família.

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