Saúde

Adolescência pode começar antes dos 12 anos; entenda as mudanças no corpo e no cérebro

Especialistas explicam que transformações físicas, hormonais e emocionais podem surgir por volta dos 9 ou 10 anos e destacam a importância do diálogo familiar

Escrito por Redação
17 de outubro de 2026
Mudanças hormonais, emocionais e cerebrais podem marcar o início da adolescência antes dos 12 anos - Foto (IA): Diário da Capital

A adolescência pode dar os primeiros sinais antes dos 12 anos, com mudanças físicas, emocionais e comportamentais que começam a surgir por volta dos 9 ou 10 anos. Segundo especialistas ouvidos pelo Fantástico, da TV Globo, essa fase é marcada por transformações hormonais e pelo amadurecimento do cérebro, que influenciam a maneira como crianças e adolescentes percebem o mundo e se relacionam com outras pessoas.

Entre as alterações físicas mais comuns estão o surgimento de espinhas, o desenvolvimento das mamas, mudanças na voz e, posteriormente, a primeira menstruação. Ao mesmo tempo, podem surgir oscilações de humor, emoções mais intensas e maior necessidade de privacidade e independência. A idade e a intensidade dessas transformações variam de pessoa para pessoa.

De acordo com a neurocientista Fernanda Tovar Moll, o cérebro passa por um processo de reorganização conhecido como plasticidade cerebral. Durante essa etapa, regiões ligadas às emoções e à busca por recompensas amadurecem antes do córtex pré-frontal, responsável por funções como planejamento, controle dos impulsos e avaliação das consequências das decisões.

Essa diferença no ritmo de desenvolvimento ajuda a explicar comportamentos como questionamento de regras, maior influência dos amigos e busca por autonomia. O amadurecimento cerebral continua durante a juventude, podendo se estender até a segunda metade da terceira década de vida. Por isso, reações emocionais intensas nem sempre representam simples desobediência, mas podem fazer parte do processo de desenvolvimento.

Para o pediatra Daniel Becker, a relação construída entre pais e filhos desde a infância tem papel importante nessa transição. Manter o diálogo, estabelecer limites e respeitar a autonomia progressiva dos jovens são atitudes que ajudam as famílias a lidar com os desafios de uma fase marcada por descobertas, inseguranças e construção da identidade.

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