O câncer de mama, geralmente associado às mulheres, também atinge a população masculina e ainda enfrenta um desafio: o diagnóstico tardio. Entre 2020 e 2023, foram registrados 2.126 casos da doença em homens no Brasil, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), com base em dados dos Registros Hospitalares de Câncer (RHC), do Instituto Nacional de Câncer (Inca).
Embora represente aproximadamente 1% dos casos de câncer de mama, segundo o Ministério da Saúde, a doença exige atenção. A falta de informação faz com que muitos homens não reconheçam alterações na região do peito como possíveis sinais de câncer, o que pode atrasar a procura por atendimento médico.
Entre os principais sintomas estão caroços na mama ou nas axilas, alterações no mamilo, retração da pele, feridas persistentes e secreções, especialmente com sangue. Esses sinais não indicam necessariamente um tumor maligno, mas precisam ser investigados por um profissional de saúde.
O risco aumenta com o avanço da idade e pode estar associado ao histórico familiar, a alterações genéticas, como mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, além de condições como obesidade, doenças hepáticas e síndrome de Klinefelter. A identificação precoce amplia as possibilidades de tratamento e reforça a importância de não ignorar mudanças no próprio corpo.
Durante o Outubro Rosa, especialistas destacam que a conscientização sobre o câncer de mama também deve alcançar os homens. A recomendação é buscar avaliação médica diante de qualquer alteração suspeita, mesmo na ausência de dor.
