Polícia

Cleusimar Cardoso se manifesta pela primeira vez após deixar prisão e pede acolhimento a Ademar

Em carta aberta aos funcionários do Belle Femme, mãe de Djidja Cardoso relembra trajetória da família, aborda investigações e defende recomeço

Escrito por Redação
13 de outubro de 2026
Cleusimar Cardoso enviou carta aberta aos funcionários do Belle Femme após deixar o regime fechado - Foto: Divulgação

Após deixar o regime fechado, em 29 de setembro, Cleusimar Cardoso, mãe da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, se manifestou pela primeira vez por meio de uma carta aberta enviada aos funcionários do salão Belle Femme, em Manaus. Na mensagem, a empresária relembra a trajetória do estabelecimento, fundado por ela em 2001, destaca a participação dos filhos na construção do negócio e fala sobre os desafios enfrentados pela família após a morte de Djidja, em 2024.

Intitulada “Belle Femme — Uma história de amor, raízes, cores e propósito”, a carta apresenta lembranças da infância dos filhos e da expansão do salão. Cleusimar atribui a Djidja um papel importante na identidade e na divulgação da empresa, enquanto destaca a contribuição de Ademar para a modernização e a gestão do empreendimento. “Eu fui a primeira. Eu plantei a primeira semente”, escreveu.

Um dos principais pontos da manifestação é o pedido para que os funcionários acolham Ademar, irmão de Djidja, também envolvido nos desdobramentos judiciais do caso. “Acolher Ademar não significa esquecer Djidja. Amar Djidja não exige rejeitar Ademar. Ninguém precisa escolher”, afirmou. Cleusimar também defendeu que as acusações sejam esclarecidas com base em provas e documentos, pedindo que a história da família não seja reduzida às notícias sobre o caso.

A empresária abordou ainda a repercussão envolvendo o uso de seringas no salão. Segundo sua versão, o material era utilizado para dosar produtos de beleza e evitar desperdícios, prática que teria sido introduzida por Djidja após um curso de empreendedorismo. O relato apresentado na carta não altera nem substitui as conclusões das investigações conduzidas pelas autoridades.

Na parte final, Cleusimar fala sobre fé, preservação da memória da filha e reconstrução familiar. “E agora existe um novo momento. Um momento de reencontro. Um momento de acolhimento. Um momento de reconstrução”, declarou. Presa durante as investigações relacionadas à morte de Djidja, a empresária passou ao regime semiaberto por decisão judicial, em 29 de setembro de 2026. A mudança de regime não representa absolvição ou encerramento do processo.

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