Polícia

Caso Camila Fritz: policial militar acusado de feminicídio vai a júri popular em Manaus

Olímpio Gomes Maia é acusado de matar a ex-companheira com um tiro na cabeça em novembro de 2023; familiares aguardam julgamento quase três anos após o crime

Escrito por Redação
22 de outubro de 2026
Camila Vitória Fritz da Silva foi morta em novembro de 2023, em Manaus; policial militar acusado pelo crime será julgado nesta quinta-feira (22) - Foto: Reprodução

O policial militar Olímpio Gomes Maia, acusado de matar Camila Vitória Fritz da Silva, será submetido ao Tribunal do Júri nesta quinta-feira (22/10), no Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus. O julgamento ocorre quase três anos após a morte da jovem, e familiares aguardam uma decisão da Justiça sobre a responsabilidade criminal do réu.

Camila foi morta na madrugada de 4 de novembro de 2023, em um condomínio localizado no bairro Lago Azul, zona norte da capital. A jovem foi atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça e não resistiu aos ferimentos. Olímpio, que mantinha um relacionamento com a vítima, foi preso em flagrante na época do crime.

Durante as investigações, surgiram informações de que o casal enfrentava um processo de separação e de que Camila teria manifestado medo de sofrer violência. Mensagens atribuídas à jovem, enviadas a uma amiga antes da morte, também vieram a público e passaram a integrar as discussões sobre as circunstâncias do caso.

A família acompanha o processo e cobra a responsabilização do acusado. Em agosto deste ano, durante um seminário na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), a deputada estadual Alessandra Campelo informou que o julgamento havia sido adiado e destacou o acompanhamento do caso pela Procuradoria Especial da Mulher. A morte de Camila também ganhou repercussão em debates sobre o enfrentamento à violência contra a mulher.

Durante a sessão, os jurados deverão analisar as provas e os argumentos da acusação e da defesa para decidir sobre a responsabilidade criminal de Olímpio Gomes Maia. Até a conclusão do julgamento, o policial permanece na condição de acusado, sendo assegurados o direito à defesa e a presunção de inocência.

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