A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgou duas cartas abertas aos candidatos à Presidência da República e ao Congresso Nacional com reivindicações para a categoria nas Eleições 2026. Entre as principais pautas estão a criação de um Piso Salarial Nacional, o combate à pejotização e medidas contra a precarização das relações de trabalho no jornalismo.
A entidade também direcionou críticas ao uso de conteúdos jornalísticos por grandes plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial sem contrapartida financeira. Para a Fenaj, além de transparência, o uso desse material deve assegurar remuneração aos responsáveis pela produção da informação. A federação propõe ainda a criação do Fundo Nacional de Apoio e Fomento ao Jornalismo (Funajor), financiado pela tributação de grandes plataformas multinacionais.
Na carta destinada aos candidatos à Presidência, a Fenaj defende o fortalecimento da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), com autonomia editorial e financiamento público permanente. A entidade argumenta que a comunicação pública deve desempenhar papel relevante na oferta de conteúdos voltados à cidadania e à democracia.
Já aos candidatos ao Congresso Nacional, a federação pede a revogação da chamada Lei do Multimídia, sancionada em janeiro deste ano. A legislação criou a figura do profissional multimídia, que pode desempenhar atividades como criação, produção e edição de conteúdos. Na avaliação da Fenaj, a norma sobrepõe atribuições historicamente regulamentadas de jornalistas e representa risco à profissão.
As cartas colocam a valorização profissional e as transformações provocadas pelas plataformas digitais e pela inteligência artificial entre os temas apresentados pela categoria aos candidatos de 2026. As propostas, agora, entram no debate eleitoral como reivindicações da entidade representativa dos jornalistas.
