Para quem mora no Beco Maranhão, no Colônia Santo Antônio, zona Norte de Manaus, até uma tarefa simples, como sair de casa, pode se transformar em um problema. Quando chove, a lama toma conta da passagem, o acesso fica complicado e os moradores temem ficar isolados.
A coleta de lixo também é motivo de reclamação. Segundo a comunidade, o caminhão não consegue chegar até o fim da via. Uma lixeira que ficava no início do beco também teria sido retirada, deixando os moradores sem um ponto adequado para descartar os resíduos.
A moradora Nonata Barroso afirma que o problema não é recente.
“Tiraram a nossa lixeira, não sei por que tiraram a nossa lixeira, agora tá assim”.
E é justamente no período de chuva que a situação mais preocupa. A água se acumula na área próxima ao igarapé e transforma o caminho em um trecho difícil de atravessar. Para quem precisa passar de carro ou a pé, o trajeto exige cuidado.
O morador e vidraceiro conta que, durante os temporais, a comunidade sente os efeitos da falta de estrutura.
“Quando vêm os temporais, a gente fica isolado. E o risco é muito grande, porque às vezes a gente tem que passar com a água molhando os pés”.
A poucos metros dali, outra estrutura chama a atenção: uma ponte construída pela Prefeitura de Manaus, acompanhada de um serviço de rip-rap às margens do igarapé. Os moradores reconhecem a importância da passagem, mas dizem que ela ainda não oferece a segurança necessária.
A preocupação aumenta quando a chuva aperta. Segundo a comunidade, a força da água pode comprometer a estrutura e dificultar novamente o acesso às casas.
No Beco Maranhão, a cobrança dos moradores é por uma solução que não desapareça junto com a água da chuva. Eles querem uma via com acesso seguro, coleta regular de lixo e estrutura capaz de resistir ao período chuvoso.
A equipe de reportagem procurou a Prefeitura de Manaus para saber quais medidas estão previstas para a área e como deve ser solucionada a situação relatada pelos moradores. Até o fechamento desta reportagem, não houve retorno.
