O cinema amazonense conquistou espaço entre os finalistas do Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre (FRAPA). O projeto de longa-metragem “O Bagre, a Menina e o Rio”, do diretor e roteirista Marcos Tupinambá, está entre os cinco selecionados para a etapa final do Concurso de Roteiros de Longa-Metragem de 2026. O vencedor será conhecido em 6 de novembro, durante a cerimônia de premiação.
O roteiro avançou em uma disputa que começou com 323 projetos inscritos. Antes de chegar à final, esteve entre os 15 semifinalistas como único representante da Região Norte. O FRAPA é considerado um dos principais eventos dedicados a roteiros audiovisuais da América Latina e funciona também como espaço de conexão entre autores e profissionais do mercado.
Ambientada às margens do Rio Negro, a história utiliza elementos como o rio e as palafitas não apenas como cenário, mas como parte da narrativa e da experiência dos personagens. A proposta é retratar vivências, conflitos e desafios cotidianos de comunidades amazônicas a partir de uma perspectiva construída na própria região.
“Essa é uma história que foi amadurecendo e ganhando novas camadas. É uma satisfação perceber que ela também desperta o interesse de pessoas com experiências tão diversas, inclusive dentro do mercado”, afirmou Tupinambá. Para o diretor, a obra também busca romper representações estereotipadas da Amazônia e ampliar a presença de histórias produzidas a partir do Norte do país.
Agora, O Bagre, a Menina e o Rio disputa o prêmio com outros quatro roteiros. “O filme apresenta um olhar autêntico sobre a vida nas margens do Rio Negro, destacando desafios e lutas cotidianas”, explicou o cineasta. O resultado encerra uma trajetória que levou o projeto de centenas de concorrentes à lista dos cinco melhores da edição.
