O espetáculo de dança, desenvolvido por Wilson Jr e Ifadamilare Ojeyimika compõe a programação da 30° edição do Festival que acontece entre os dias 24 a 29 de setembro de 2026 na cidade de Assunção/Paraguai. O trabalho foi contemplado pelo Programa Funarte Brasil Conexões Internacionais realizado pelo Ministério da Cultura.
O coreógrafo amazonense Wilson Júnior, fundador da companhia de dança Arte Sem Fronteiras, junto com Ifadamilare Ojeyimika, mestra em Dança e coordenadora do projeto Cultura Hip Hop e a Tradição Radical Negra na Améfrica Ladina, além do espetáculo de dança, estarão ministrando oficinas de danças urbanas e boi-bumbá no Festival Internacional Crear en Liberdad que já acontece há 30 anos na cidade de Assunção no Paraguai.
O evento, coordenado por Alejandra Díaz, conta com a participação de vários artistas internacionais e uma programação intensa ao longo dos dias.
A participação no evento consolida uma parceria que já vem se desenvolvendo ao longo dos últimos anos. Através das ações previstas por Wilson Júnior e Ifadamilare, ambos almejam levar a força e a expressividade das danças populares brasileiras, em especial as manifestações do norte, nordeste e cultura afro-indígena.
As oficinas se propõem a reunir bailarinos adolescentes e adultos em um percurso formativo que alia pesquisa, experimentação e a potência simbólica da cultura popular afro-indígena brasileira.
“Levar nossa cultura e o resultado de anos de trabalho para dentro de um Festival como esse é ampliar e consolidar ainda mais os caminhos de diálogo entre a Amazônia e a comunidade internacional da dança. É uma oportunidade de mostrar a força de nossa tradição a novos corpos e contextos, salientando o valor e importância da diáspora negra nas Américas, ao mesmo tempo em que mantemos viva a essência de nossas raízes ameríndias”, disse.
O espetáculo, fruto do encontro de ambos os coreógrafos durante um curso de especialização em dança, conta, através da comicidade e do lúdico, a história dos dois bailarinos durante o período em que cursaram a especialização e os percalços pelos quais passaram para sobreviver no mercado profissional da dança em meio a contemporaneidade.
Com expertise na cultura popular afro-indígena brasileira e danças urbanas, ambos os bailarinos trazem para o palco os desafios e questionamentos sobre o lugar das danças de matrizes negras e afro-indígenas no circuito profissional dos espetáculos de dança e companhias de dança nacionais
