A prévia da inflação registrou queda de 0,40% em agosto, segundo dados divulgados na última quarta-feira (26/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa foi a menor taxa registrada desde maio de 2020 e também a primeira deflação, quando há redução geral dos preços, desde agosto do ano passado.
Em julho, o índice havia registrado alta de 0,06%. Com o resultado de agosto, o IPCA-15 acumula alta de 4,24% nos últimos 12 meses.
Um dos principais responsáveis pela queda foi o preço da energia elétrica residencial, que recuou 6,25%. O resultado está relacionado ao Bônus de Itaipu, desconto aplicado na conta de luz dos consumidores.
Os preços dos alimentos também contribuíram para a redução. A alimentação dentro de casa ficou 0,97% mais barata. Entre os produtos que mais caíram estão o tomate, com redução de 27,38%, a batata-inglesa, que caiu 25,14%, e a cenoura, com queda de 17,05%. O café moído também ficou mais barato, com redução de 2,31%.
Outro destaque foi o grupo de transportes, que teve queda de 1%. As passagens aéreas recuaram 13,30%, enquanto os combustíveis também apresentaram redução. A gasolina caiu 1,23%, o etanol teve queda de 3,63% e o óleo diesel, de 0,71%.
Apesar da queda em agosto, alguns produtos e serviços ficaram mais caros. Os maiores aumentos foram registrados em despesas pessoais, saúde e cuidados pessoais e educação.
O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial do país, o IPCA. A principal diferença entre os dois índices está no período de coleta dos preços e na quantidade de locais pesquisados. O IPCA oficial de agosto será divulgado pelo IBGE no dia 11 de setembro.
