Eleições

Omar Aziz ameaça cortar contratos e entra em confronto com jornalista após críticas políticas

Em mensagem divulgada nas redes sociais, senador reage à publicação de Neuton Corrêa e sugere que contratos com o Estado poderiam ser interrompidos caso seja eleito governador

Escrito por Redação
25 de agosto de 2026
Omar Aziz se envolveu em confronto com jornalista após mensagem em que sugere cortar contratos com o Estado - Foto: Reprodução

O senador Omar Aziz (PSD-AM) se envolveu em uma discussão com o jornalista Neuton Corrêa após críticas e análises sobre o cenário político do Amazonas. Em uma mensagem divulgada nas redes sociais e atribuída ao senador, Aziz reage à publicação do comunicador e sugere que, caso vença a eleição para o Governo do Amazonas, poderá cortar contratos mantidos pelo veículo de comunicação com o Estado.

A troca começou após comentários de Neuton Corrêa sobre o embate político entre Omar Aziz e Roberto Cidade (União Brasil). Mais tarde, o jornalista publicou uma análise sobre a Operação Maus Caminhos, investigação que envolveu o senador e que, segundo a publicação, ainda é explorada por adversários durante períodos eleitorais.

Na mensagem atribuída a Omar, o senador afirma que a investigação não o incomoda, mas cita diretamente um suposto contrato do veículo de comunicação com o Governo do Amazonas.

“O que te assombra é eu ganhar a eleição e cortar o um milhão que você recebe do Estado”, teria afirmado Aziz, em referência ao evento Hashtag Toadas. O teor da declaração foi interpretado como uma ameaça de retaliação diante de uma publicação que contrariou seus interesses políticos.

O episódio provocou críticas de outros comentaristas políticos de Manaus, justamente por levantar questionamentos sobre a relação entre poder público e liberdade de imprensa.

Para alguns destes comentaristas, quando menciona a possibilidade de cortar contratos como resposta a críticas e análises jornalísticas, Omar Aziz se apresenta como alguém que reage de forma intimidatória a quem contraria seus interesses.

Toda essa discussão ocorre num cenário onde as movimentações dos candidatos ganham maior amplitude no tabuleito eleitoral. Isto porque um ‘deslize’ com uma categoria profissional pode colocar em risco bons quantitativos de votos.

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