O candidato ao Governo do Amazonas, David Almeida (Avante), volta a ser alvo de denúncias sobre um suposto uso da estrutura da Prefeitura de Manaus para fortalecer atos políticos. No último fim de semana, servidores da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) procuraram o Diário da Capital relatando que estariam sofrendo pressão para participar de eventos da campanha, como bandeiradas e outras mobilizações.
Segundo os relatos, a denúncia também envolve o suposto uso de veículos da Semulsp para o transporte de pessoas e materiais destinados aos eventos políticos. A secretaria é comandada por Sabá Reis, presidente estadual do PDT, partido que integra a base política de David Almeida.

As denúncias, de acordo com os servidores, não se restringem à Semulsp. Funcionários da Secretaria Municipal de Educação (Semed) afirmaram que diretores dos Distritos de Educação teriam pressionado servidores a participar de uma reunião política realizada pelo candidato no bairro Flores. Também houve relatos de que os funcionários teriam sido incentivados a levar acompanhantes para ampliar o público do evento.
As acusações surgem em meio à campanha eleitoral, mas, segundo os relatos encaminhados ao Diário da Capital, episódios semelhantes já teriam ocorrido antes da oficialização da candidatura. Em março, durante uma reunião com servidores da Educação, David Almeida fez críticas a possíveis adversários políticos e tratou de temas relacionados ao cenário eleitoral.
Diante das novas denúncias, os relatos sobre eventual pressão a servidores e possível utilização da máquina pública em atividades eleitorais podem ganhar repercussão no debate político e, caso formalmente apresentados, ser objeto de apuração pelos órgãos competentes.
