Justiça

Família denuncia transferência contestada de imóvel no cartório Aníbal Resende e teme perder casa em Manaus

Caso envolve adjudicação compulsória extrajudicial e ocorre em meio à intervenção no 6º Ofício de Registro de Imóveis, alvo de apurações sobre supostas irregularidades

Escrito por Redação
11 de agosto de 2026
Família contesta transferência de imóvel e busca na Justiça recuperar a segurança jurídica sobre a casa onde vive - Foto: Reprodução

Uma família de cinco pessoas afirma viver sob insegurança jurídica após descobrir que o imóvel onde mora desde 2018 teria sido transferido por meio de uma adjudicação compulsória extrajudicial. Segundo William Silva, administrador e pai de três filhos, a operação ocorreu sem que ele tivesse, conforme relata, conhecimento prévio ou explicações sobre o procedimento.

O caso envolve o 6º Ofício de Registro de Imóveis de Manaus, que tinha como titular Aníbal Resende, além do 1º Ofício de Registro de Títulos e Documentos e da empresa Tintão Tintas e Materiais de Construção Ltda. William afirma ter procurado o cartório e órgãos públicos para contestar a transferência e posteriormente recorreu à Justiça. Parte do processo tramita sob segredo de Justiça.

A situação ocorre em meio à intervenção determinada pela Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas no 6º Ofício. O titular Aníbal Resende foi afastado cautelarmente em abril de 2026 para apuração de possíveis irregularidades relacionadas a uma transferência imobiliária. Em junho, 36 funcionários da serventia foram demitidos por determinação da Corregedoria.

As apurações citadas em decisões e manifestações relacionadas ao caso envolvem suspeitas de falhas em procedimentos registrais e notificações, além de possíveis irregularidades documentais. O Ministério Público teria recomendado medidas como Processo Administrativo Disciplinar, auditoria técnica, perícia em assinaturas e investigação policial. As suspeitas ainda estão sob apuração e não representam conclusão definitiva sobre responsabilidade dos envolvidos.

William afirma que identificou outros casos que considera semelhantes e espera que a Justiça esclareça as circunstâncias da transferência. “Era a minha casa, onde eu vivia com minha família, e agora tenho que me desfazer por motivos que não me foram repassados”, declarou. As defesas dos cartórios e da empresa envolvida, segundo as informações apresentadas, negam irregularidades e sustentam que os procedimentos observaram a legislação.

Matérias relacionadas