A amazonense Camila Kellem da Silva Caldas, de 34 anos, foi assassinada a facadas dentro da própria residência, em Barcelona, na Espanha. O crime aconteceu na terça-feira (28/7), no distrito de Sant Martí, onde a brasileira morava havia aproximadamente dez anos. O principal suspeito é o companheiro da vítima, que foi preso horas após o homicídio.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa espanhola, o suspeito chegou ao prédio onde o casal vivia, entrou no apartamento e atacou Camila com diversos golpes de faca. Os dois filhos do casal, de 4 e 8 anos, estavam na residência no momento do crime.
Após o assassinato, o homem fugiu do local. Horas depois, a polícia da Catalunha confirmou a prisão de um suspeito por envolvimento na morte da brasileira. As autoridades locais informaram que o caso é tratado como um possível feminicídio e segue sob investigação.
A Delegação do Governo contra a Violência de Gênero confirmou que acompanha o caso, enquanto autoridades catalãs manifestaram pesar pelo assassinato. O presidente da Catalunha, Salvador Illa, afirmou que a violência contra as mulheres exige uma resposta firme e contínua do poder público. Já a ministra da Igualdade e do Feminismo, Eva Menor, classificou o crime como inaceitável e reforçou a necessidade de intensificar o combate à violência de gênero.
Em entrevista à imprensa, o irmão da vítima, Waldson Caldas, informou que Camila construiu a vida na Espanha há cerca de uma década e mantinha um relacionamento com o suspeito. Segundo ele, a família está abalada e cobra justiça pelo crime.
Os pais da amazonense viajaram para a Espanha para acompanhar os procedimentos legais e providenciar o traslado do corpo ao Brasil. Familiares também buscam apoio da Embaixada e do Consulado-Geral do Brasil para auxiliar nas despesas e na documentação necessária.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que o Consulado-Geral do Brasil em Barcelona acompanha o caso e presta assistência consular à família da vítima durante os trâmites junto às autoridades espanholas.
O caso segue sendo investigado pela polícia da Catalunha, que trabalha para esclarecer as circunstâncias do crime.

