Política

Roberto Cidade acusa Prefeitura de reter ambulâncias e provocar superlotação em hospitais de Manaus

Governador afirma que o Samu teria direcionado pacientes de diferentes zonas da capital para uma única unidade de saúde e diz possuir provas; secretário de Saúde relata dois episódios semelhantes

Escrito por Rosianne Couto
29 de julho de 2026
Governador Roberto Cidade e o secretário Luis Alberto Saraiva acusam a Prefeitura de provocar superlotação em hospitais estaduais - Foto: Walber Breno/ DC

O governador Roberto Cidade afirmou que a Prefeitura de Manaus teria direcionado ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para um único hospital da rede estadual com o objetivo de provocar superlotação e criar uma percepção de caos na saúde pública. A declaração foi feita durante agenda pública nesta terça-feira (29/7).

Segundo Roberto Cidade, a prática teria ocorrido em pelo menos duas ocasiões.

“É desumano quando o prefeito do caos manda todas as ambulâncias para uma única unidade de saúde. Isso aconteceu duas vezes, e eu tenho como provar”, declarou o governador.

O secretário de Estado de Saúde, Luis Alberto Saraiva, reforçou a denúncia e afirmou que as equipes da pasta identificaram duas situações em que sete ou oito ambulâncias ficaram concentradas em um único pronto-socorro, enquanto outras unidades permaneciam sem receber pacientes. De acordo com ele, a regulação do Samu teria encaminhado pacientes de diferentes regiões da cidade para o mesmo hospital, desconsiderando o critério de proximidade normalmente adotado nos atendimentos de urgência.

Saraiva afirmou ainda que a Secretaria mobilizou equipes para reduzir o impacto da concentração de pacientes e disse esperar que a situação não volte a ocorrer.

“O principal prejudicado não é o Governo nem a Secretaria de Saúde, mas a população do Amazonas”, declarou.

Até o momento, a Prefeitura de Manaus não se manifestou sobre as acusações.

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