Empreender na terceira idade pode representar um salto significativo na renda. Estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), do IBGE, revela que empreendedores com 60 anos ou mais que atuam de forma formal chegam a receber mais de três vezes o rendimento de quem trabalha na informalidade.
No quarto trimestre de 2025, os empreendedores seniores formalizados registraram rendimento médio de R$ 7.458, o maior da série histórica iniciada em 2012. Já entre os trabalhadores informais da mesma faixa etária, a renda média foi de R$ 2.152. Segundo o Sebrae, a formalização amplia o potencial de ganhos ao longo da vida profissional e contribui para a qualificação dos empreendedores.
O levantamento também aponta uma mudança no perfil do empreendedor sênior. A maioria dos brasileiros entre 65 e 74 anos abre um negócio por identificar oportunidades de mercado, e não apenas por necessidade. O grupo ainda apresenta maior escolaridade e ocupa, em grande parte, a posição de chefe de família, reforçando a importância econômica dessa parcela da população.
Para o Sebrae, o envelhecimento da população brasileira tem impulsionado o crescimento da chamada economia prateada, tornando o empreendedorismo uma alternativa para geração de renda, autonomia financeira e permanência ativa no mercado de trabalho. A tendência também amplia a oferta de produtos e serviços voltados ao público com mais de 60 anos.
