Educação

Professores aprovados em concurso protestam em frente à Prefeitura e cobram convocação

Manifestantes pedem reunião com o prefeito Renato Junior e criticam a renovação de contratos temporários enquanto aguardam nomeação na Semed

Escrito por Micaele Souza
22 de julho de 2026
Professores aprovados no concurso da Semed protestam em frente à Prefeitura de Manaus e cobram convocação - Foto: Micaele Souza/ DC

Professores aprovados no concurso da Secretaria Municipal de Educação (Semed) realizaram, na manhã desta terça-feira (22/7), uma manifestação em frente à Prefeitura de Manaus para cobrar a convocação dos candidatos que ainda aguardam nomeação. O grupo reivindica a suspensão da renovação de contratos temporários e a convocação dos aprovados para as vagas existentes na rede municipal de ensino.

Organizado sob o lema “Professores Unidos, Escola Forte!”, o ato reuniu candidatos aprovados no concurso que afirmam aguardar uma resposta da Prefeitura de Manaus e da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Entre as principais reivindicações estão a realização de uma reunião com o prefeito e a convocação dos aprovados que ainda não foram chamados.

Ao Diário da Capital, o professor Cristiano Sena afirmou que a categoria tenta, há semanas, abrir um diálogo com o prefeito Renato Junior ou quem o represente na administração municipal, mas ainda não obteve retorno.

“Tem semanas que estamos tentando conversar com o secretário de Educação. Protocolamos um pedido para que pudéssemos ter uma reunião, mas nada aconteceu. Agora estamos tentando falar com o prefeito, porque não entendemos por que continuam renovando contratos temporários, sendo que existem professores aprovados aguardando apenas uma convocação”.

Segundo Cristiano, a renovação dos contratos temporários tem causado indignação entre os aprovados.

“Em abril, houve renovação de contratos para pedagogos e agora, em julho, houve novamente renovação de contratos temporários. Queremos entender por que isso acontece se existem concursados aptos para assumir essas vagas.”

A professora Ligiane Bastos também participou da manifestação e destacou a frustração dos candidatos que aguardam a convocação após serem aprovados no concurso.

“Nós esperamos esse concurso, assim como participamos de outros. Queremos que a Semed e o prefeito olhem para a nossa causa, porque não estamos aqui fazendo vandalismo. Estamos buscando um direito que é garantido pela Constituição Federal”.

Ela reforçou que a expectativa dos manifestantes é que a Prefeitura priorize a convocação dos aprovados.

“Se existe concurso, quem deve ser chamado são os professores que passaram. É isso que nós estamos reivindicando”.

O ato também contou com o apoio do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical). O coordenador jurídico da entidade, professor Lambert Mello, afirmou que o sindicato acompanha a mobilização e defende a convocação dos aprovados no último concurso público.

Segundo ele, a demora para nomear os candidatos não se justifica, já que, de acordo com o sindicato, a Semed continua preenchendo vagas nas escolas por meio de contratos temporários oriundos de processo seletivo simplificado e da ampliação da carga horária de professores efetivos.

Lambert Mello afirmou ainda que há milhares de docentes atuando em regime de carga dobrada e que, na avaliação da entidade, as vagas deveriam ser ocupadas pelos candidatos aprovados no cadastro de reserva do concurso. O coordenador reforçou que o Asprom Sindical apoia a mobilização e seguirá acompanhando a reivindicação para que os concursados ingressem na carreira o mais breve possível.

Os organizadores também alegam falta de diálogo com a gestão municipal, afirmam que não houve uma segunda chamada ampla de convocação e defendem que as vagas ocupadas por contratos temporários sejam preenchidas por candidatos aprovados no concurso público.

A reportagem do Diário da Capital entrou em contato com a Prefeitura de Manaus e com a Secretaria Municipal de Educação (Semed) para solicitar um posicionamento sobre as reivindicações dos manifestantes. Até o fechamento desta matéria, não houve resposta.

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