Saúde

Anvisa atualiza vacinas contra a Covid-19 para reforçar proteção contra novas variantes

Novas regras definem a composição dos imunizantes e estabelecem um período de transição para a substituição das vacinas atualmente em uso

Escrito por Redação
11 de julho de 2026
Foto: Anvisa atualiza a composição das vacinas para acompanhar a evolução do coronavírus - Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

Antes do início da próxima campanha de vacinação, as vacinas contra a Covid-19 utilizadas no Brasil passarão por uma atualização para ampliar a proteção contra as variantes mais recentes do coronavírus. A determinação foi publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e estabelece novos critérios para a composição dos imunizantes.

As novas vacinas deverão ser monovalentes, ou seja, direcionadas a uma única linhagem do vírus em circulação. A Anvisa definiu a variante LP.8.1 como referência principal para a fabricação dos imunizantes, mas também autorizou o uso de variantes derivadas da cepa JN.1, como XFG e NB.1.8.1, desde que apresentem eficácia comprovada na produção de anticorpos neutralizantes.

A atualização acompanha a evolução do SARS-CoV-2 e busca manter a eficácia da vacinação diante das novas variantes que circulam no país. Segundo a agência reguladora, a mudança segue critérios científicos e o cenário epidemiológico mais recente.

A norma prevê um período de transição para que fabricantes e serviços de saúde se adaptem às novas exigências. As vacinas registradas, produzidas ou distribuídas antes da publicação da regra poderão continuar sendo aplicadas por até nove meses. Após esse prazo, somente imunizantes com a composição atualizada poderão ser utilizados.

A medida faz parte da estratégia de vigilância sanitária para garantir que as vacinas continuem oferecendo proteção adequada contra formas graves da Covid-19, reduzindo o risco de hospitalizações e óbitos.

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