Motoristas do transporte alternativo, conhecidos como “Amarelinhos”, realizaram um protesto na manhã desta quinta-feira (2/7), em Manaus, para denunciar o atraso de aproximadamente três meses no repasse do subsídio destinado à passagem estudantil. A categoria afirma que a falta de pagamento por parte da Prefeitura de Manaus tem comprometido a operação do serviço e agravado a situação financeira dos permissionários.
Durante a manifestação, os trabalhadores interditaram uma das principais vias da zona Leste da capital. Um micro-ônibus foi incendiado durante o ato. Segundo informações, o veículo já havia se envolvido em um acidente registrado na quarta-feira (1º/7), deixando ao menos cinco pessoas feridas. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para controlar as chamas.
Faixas cobrando o pagamento dos repasses foram exibidas durante o protesto. Os manifestantes acusam a gestão de Renato Junior de ignorar os sucessivos pedidos por uma solução. Para a categoria, a falta de diálogo e a demora na regularização dos pagamentos demonstram descaso com um serviço que atende milhares de passageiros diariamente.
Segundo informações, o presidente do sindicato da categoria, Sullivan Santos, afirmou que as mobilizações devem continuar caso a gestão municipal não regularize os pagamentos. De acordo com ele, novos protestos poderão ocorrer em diferentes regiões de Manaus enquanto o impasse permanecer sem solução. O sindicalista também relembrou promessas feitas pelo ex-prefeito David Almeida que, segundo ele, não foram cumpridas.
A Polícia Militar acompanhou a manifestação e precisou intervir para organizar o tráfego, liberando a passagem de veículos em intervalos. O protesto provocou longos congestionamentos e afetou o deslocamento de trabalhadores, estudantes e demais motoristas durante o início da manhã.
Até a publicação desta matéria, a Prefeitura de Manaus ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o atraso dos repasses nem informado quando a situação será regularizada.
