Festival de Parintins

Grupos de dança em Manaus intensificam ensaios para o Festival de Parintins

Bailarinos do Arte Sem Fronteiras e do Gandhicats se preparam para levar coreografias aos bois Caprichoso e Garantido no Bumbódromo

Escrito por Danilo Castro
13 de junho de 2026
Grupos de dança de Manaus aceleram a preparação para o Festival de Parintins e ajudam a construir os espetáculos dos bois Caprichoso e Garantido - Foto: Victor Libório/ DC

A preparação para o Festival de Parintins não acontece apenas na ilha. Em Manaus, grupos de dança já estão em ritmo intenso de ensaios para levar ao Bumbódromo apresentações que ajudam a contar as histórias dos bois-bumbás durante as três noites de espetáculo.

Entre eles está o grupo Arte Sem Fronteiras, que integra a construção artística do Boi Caprichoso neste ano. Os bailarinos trabalham diariamente técnica, interpretação e expressividade para transformar em movimento os temas que serão apresentados na arena.

“O público pode esperar muito da nossa instituição porque nós estamos desenvolvendo um trabalho muito consistente com a cultura popular”, explica o Diretor, Wilson Júnior.

A preparação envolve meses de trabalho antes da viagem para Parintins. Os ensaios acontecem praticamente todos os dias e vão além da memorização de coreografias, exigindo entrega física e interpretação para transmitir a narrativa do espetáculo.

Do lado do Boi Garantido, o grupo Gandhicats também acelera os preparativos para o festival. O coletivo integra as apresentações do boi vermelho e trabalha na construção de coreografias que farão parte de um dos maiores espetáculos culturais do país.

Nos ensaios, cada detalhe é ajustado para garantir precisão na execução diante do público e dos jurados.

“Ano passado nós já trouxemos um espetáculo gigante, e esse ano pretendemos nos superar mais ainda ”, afirma o coreógrafo Marcos Silva.

Apesar de defenderem bois diferentes na arena, os dois grupos compartilham a mesma missão: contribuir para a construção do espetáculo que transforma Parintins em referência mundial da cultura popular.

O trabalho começa meses antes da festa e ganha visibilidade apenas durante as três noites de disputa no Bumbódromo. Por trás do espetáculo, há uma rotina intensa marcada por disciplina, dedicação e paixão pela dança e pela cultura amazônica.

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