Com a aproximação do 59º Festival de Parintins, aumenta também a busca por passagens, hospedagens e ingressos para um dos maiores eventos culturais do país. Diante da alta procura, o Instituto de Defesa do Consumidor do Amazonas (Procon-AM) alerta para os cuidados necessários na contratação de serviços e na realização de compras relacionadas ao festival.
Segundo o órgão, os golpes mais frequentes registrados nesse período envolvem a venda de ingressos falsos, hospedagens inexistentes e passagens que não são emitidas após o pagamento. Em alguns casos, o mesmo bilhete é comercializado para mais de uma pessoa, causando prejuízos aos consumidores.
As fraudes costumam ocorrer por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens e anúncios publicados em plataformas digitais. De acordo com o diretor-presidente do Procon-AM, Jalil Fraxe, ofertas com preços muito abaixo dos valores praticados no mercado devem despertar desconfiança.
A recomendação é que os consumidores verifiquem a reputação da empresa antes de fechar qualquer negociação. A orientação inclui conferir se o estabelecimento possui CNPJ ativo, histórico de atuação e avaliações de outros clientes.
O órgão também alerta para negociações realizadas em canais informais, especialmente por meio de perfis recém-criados nas redes sociais ou páginas sem formas oficiais de contato. Outro ponto de atenção é a exigência de pagamentos exclusivamente por PIX ou boleto bancário, modalidades frequentemente utilizadas por golpistas devido à dificuldade de recuperação dos valores.
Caso o vendedor desapareça após a confirmação do pagamento, o consumidor deve reunir provas da negociação, como conversas, anúncios e comprovantes bancários, e registrar um Boletim de Ocorrência (BO) na delegacia mais próxima ou pela Delegacia Virtual.
A adoção de medidas preventivas pode reduzir os riscos de prejuízos e garantir mais segurança para quem pretende acompanhar o Festival de Parintins em 2026.
