Teve início nesta quarta-feira (27/5), em Manaus, o julgamento de Gil Romero Machado Batista e José Nílson Azevedo da Silva, acusados pela morte de Déborah da Silva, de 18 anos, que estava grávida de oito meses quando foi assassinada, em 2023. O caso é conduzido pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus e deve se estender por, pelo menos, três dias.
Os réus respondem por homicídio qualificado, com agravantes de feminicídio, tortura, meio cruel, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver. Ao longo do julgamento, a expectativa é de que 22 testemunhas sejam ouvidas. Caso condenados, os acusados podem receber penas que variam de 12 a 30 anos de prisão, segundo o promotor André Epifano Martins.
Familiares e amigos da vítima acompanharam o início da sessão em frente ao Fórum Ministro Henoch Reis, na zona Sul da capital, em um ato por justiça. Emocionada, a avó de Déborah, Maria Rosinalda, relembrou os últimos momentos ao lado da neta antes do desaparecimento. “Eu fui a última pessoa que ela viu. Ela disse que já voltava, mas nunca mais apareceu”, contou.
O pai da jovem, José Júnior, afirmou que a família seguirá mobilizada até que os responsáveis sejam condenados. “Nossa luta é diária e não vai cessar enquanto esses assassinos não receberem pena máxima. A gente acredita na Justiça”, declarou.
O caso ganhou grande repercussão no Amazonas pela brutalidade do crime e pela comoção causada pela morte da jovem, que aguardava o nascimento do primeiro filho.
