A aprovação do reajuste salarial de 4,14% para os profissionais da educação da rede municipal de Manaus, nessa segunda-feira (25/5), não agradou a categoria, e gerou protestos por professores e pedagogos.
Eles cobram reabertura das negociações da data-base de 2026, não estão de acordo com a proposta enviada pelo Executivo e reivindicam um reajuste de 12%, alegando que o Município possui condições orçamentárias para conceder o aumento sem comprometer os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
O coordenador jurídico do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus, Lambert Melo, afirmou que a aprovação do reajuste foi recebida com “total insatisfação” pela categoria e disse que haverá uma reunião nesta quarta-feira (27/5) para definir se haverá paralisação ou não.
“Nessa campanha salarial da Semed deste ano, nós estamos buscando ter aumento real de salário. Estamos exigindo 12% de aumento salarial, e, portanto, isso que foi aprovado na Câmara ontem não atende as nossas reivindicações. Justamente por isso, amanhã realizaremos uma assembleia geral extraordinária a partir das 9h para discutirmos e deliberarmos sobre indicativo de greve, visto que o secretário de educação encerrou a mesa de negociações e não quer mais dialogar”, destacou.
O reajuste aprovado em regime de urgência pela Câmara Municipal de Manaus (CMM) passa a valer a partir de 1º de junho e estabelece a recomposição salarial baseada na inflação acumulada entre abril de 2025 e março de 2026, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Professores e pedagogos reivindicam um reajuste de 12%, alegando que o município possui condições orçamentárias para conceder o aumento sem comprometer os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Decisão exige debate
Um dos parlamentares que se posicionou contra a proposta foi o vereador Zé Ricardo (PT). Segundo ele, a condução do processo impediu uma discussão mais ampla sobre os impactos da medida na carreira dos profissionais da educação.
“A Prefeitura mandou um projeto que mexe diretamente com a carreira e o salário dos professores, e a base do prefeito aprovou tudo às pressas, sem debate e sem ouvir a categoria”, afirmou.
O vereador também questionou a adoção do regime de urgência e a ausência de representantes da área econômica do município durante as discussões.
“Se o projeto era tão bom, por que aprovar em regime de urgência? Por que tanto medo de discutir com os trabalhadores da educação? Democracia não é votação relâmpago. Democracia é diálogo, transparência e respeito”, declarou.
