Política

Alta rejeição desafia pré-candidatos ao Governo do Amazonas para 2026

Pesquisa aponta David Almeida com maior índice de rejeição; cientista político avalia que cenário exige estratégias para conter desgaste eleitoral

Escrito por Rebeca Beatriz
21 de maio de 2026
Afrânio Soares aponta rejeição como desafio para pré-candidatos ao Governo do Amazonas - Foto: Reprodução/ DC

A pouco mais de um ano das eleições de 2026, os índices de rejeição começam a ganhar peso no cenário político amazonense. Levantamento da Action Pesquisa e Marketing colocou o ex-prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), como o nome mais rejeitado entre os principais pré-candidatos ao Governo do Amazonas.

Segundo a pesquisa, 31% dos entrevistados afirmaram que não votariam em David Almeida “de jeito nenhum”. Em Manaus, o índice chega a 33%, enquanto no interior do estado registra 30%.

Para o cientista político Afrânio Soares, os números representam um alerta importante para a construção da candidatura. Ele afirma que rejeições acima da casa dos 30% podem comprometer o crescimento eleitoral ao longo da campanha.

“Passou da casa dos 30% tem que ter um alerta. Tem que ter duas campanhas: uma pra crescer na intenção de voto e outra pra reduzir essa rejeição”, avaliou.

Afrânio também analisou a movimentação política de David Almeida no cenário estadual e classificou a estratégia como uma “cartada alta”. Segundo ele, o ex-prefeito precisaria se manter politicamente viável diante da impossibilidade de disputar a reeleição municipal.

“Foi uma aposta alta. Não era uma situação em que ele poderia disputar e voltar ao cargo depois. O cenário exigia uma decisão definitiva”, explicou o cientista político.

A pesquisa também mostra a professora Maria do Carmo (PL) com 24% de rejeição, seguida pelo senador Omar Aziz (PSD), com 18%. Já Roberto Cidade (União Brasil) aparece com o menor índice entre os nomes analisados, registrando 15%.

Sobre Maria do Carmo, Afrânio afirmou que a pré-candidata mantém força entre eleitores ligados ao bolsonarismo, mas ponderou que o desempenho dela pode depender do cenário político nacional.

“No núcleo duro do bolsonarismo em Manaus ela está consolidada, mas o crescimento pode ser limitado dependendo dos movimentos da direita nacional e da relação com o eleitorado bolsonarista”, afirmou.

O levantamento reforça que, além da intenção de voto, a rejeição tende a ser um dos principais fatores estratégicos na disputa pelo comando do Amazonas em 2026.

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