Política

Wilson Lima exonera secretários e acelera montagem de chapas para eleições de 2026

Saídas do primeiro escalão seguem prazo de desincompatibilização, que se encerra em 4 de abril, e liberam nomes para disputar vagas na Aleam e na Câmara Federal

Escrito por Rosianne Couto
2 de abril de 2026
Exonerações no governo marcam largada de auxiliares rumo às eleições de 2026 - Foto: Reprodução

O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), oficializou a exoneração de nove integrantes do primeiro escalão do governo, em um movimento que intensifica as articulações políticas para as eleições de 2026. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial e atendem ao prazo legal de desincompatibilização, que se encerra em 4 de abril e é exigido para quem pretende disputar cargos eletivos.

Com as exonerações, secretários e dirigentes de órgãos estratégicos ficam liberados para se dedicar às pré-campanhas, tanto para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) quanto para a Câmara dos Deputados. Entre os nomes estão a deputada licenciada Joana Darc, além de gestores de áreas como segurança pública, assistência social, turismo e desenvolvimento econômico.

O movimento também indica a estratégia do governo de converter capital administrativo em desempenho eleitoral. Parte dos ex-secretários deve disputar vagas na Câmara Federal, enquanto outro grupo deve concorrer ao Legislativo estadual, compondo uma base que busca ampliar a influência política do grupo do governador nos dois níveis de poder. A composição deve ser anunciada ainda nesta quarta-feira (2/4), em evento liderado pelo próprio governador.

Juntam-se a Joana Darc nesse cenário os nomes de Therezinha Ruiz, Patrícia Lopes, Serafim Corrêa, Marcellus Campêlo, Marcus Vinícius e Marcel Alexandre.

Além do cumprimento da legislação eleitoral, a reconfiguração do secretariado sinaliza um redesenho interno da gestão, com a nomeação de substitutos para garantir a continuidade administrativa. Nos bastidores, a avaliação é de que o governo antecipa o calendário político e organiza suas chapas com nomes já testados na administração pública, apostando em visibilidade e desempenho de gestão como ativos eleitorais.

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